A democracia brasileira enfrentou alguns de seus maiores desafios nos últimos anos. Em especial, atores políticos e mandatários, aproveitando-se das próprias liberdades democráticas, passaram a atacar a legitimidade das eleições e a confiança da sociedade em suas instituições. Diante desse cenário de erosão democrática, a Justiça Eleitoral foi chamada a exercer um papel que ultrapassa a mera mediação de disputas políticas: o de proteção ativa da integridade do processo eleitoral. Este livro analisa o papel constitucional da Justiça Eleitoral na defesa — e autodefesa — da democracia brasileira. A partir da teoria da democracia militante e de suas releituras contemporâneas, examina como a Constituição de 1988 incorporou mecanismos de proteção institucional e como o Tribunal Superior Eleitoral passou a acioná-los diante da desinformação eleitoral e da atuação de agentes antidemocráticos destinados a corroer sua autoridade.
Editora: Editora Thoth
Categorias: Direito Constitucional

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#Crise Democrática, #Democracia, #Eleições

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ISBN: 978-65-5113-545-3

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 427

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: 06/04/2026

A democracia brasileira enfrentou alguns de seus maiores desafios nos últimos anos. Em especial, atores políticos e mandatários, aproveitando-se das próprias liberdades democráticas, passaram a atacar a legitimidade das eleições e a confiança da sociedade em suas instituições. Diante desse cenário de erosão democrática, a Justiça Eleitoral foi chamada a exercer um papel que ultrapassa a mera mediação de disputas políticas: o de proteção ativa da integridade do processo eleitoral. Este livro analisa o papel constitucional da Justiça Eleitoral na defesa — e autodefesa — da democracia brasileira. A partir da teoria da democracia militante e de suas releituras contemporâneas, examina como a Constituição de 1988 incorporou mecanismos de proteção institucional e como o Tribunal Superior Eleitoral passou a acioná-los diante da desinformação eleitoral e da atuação de agentes antidemocráticos destinados a corroer sua autoridade.
Sobre o Autor
Prefácio
Lista de Abreviaturas
Introdução

CAPÍTULO 1
OS PRESSUPOSTOS E HORIZONTES DA DEFESA DA DEMOCRACIA NA CONSTITUIÇÃO DE 1988
1.1 A democracia militante de Karl Loewenstein: da Alemanha do pós-guerra às experiências estrangeiras contemporâneas
1.1.1 As experiências democráticas militantes e neomilitantes no pós-Guerra
1.2 A democracia militante enquanto manifestação da substancialidade da democracia constitucional de 1988.
1.3 Os instrumentos constitucionais de defesa democrática na Constituição de 1988: prevenção, repressão e imunização para o fortalecimento da democracia
1.4 Os pressupostos e horizontes da democracia militante no contexto da tensão entre constitucionalismo e democracia

CAPÍTULO 2
A “VIRAGEM MILITANTE” DA JUSTIÇA ELEITORAL: DA REDEMOCRATIZAÇAO AO PÓS-BOLSONARO
2.1 A Justiça Eleitoral entre as idas e vindas da democracia: de uma origem simbólica à condição de árbitra da legitimidade das eleições
2.2 O contexto de ataque à normalidade das eleições e a “viragem militante” da Justiça Eleitoral
2.3 A Justiça Eleitoral na defesa da democracia constitucional: limites à teoria da democracia militante face aos bens jurídicos eleitorais
2.3.1 Os requisitos para a autodefesa democrática pela Justiça Eleitoral: excepcionalidade, devido processo legal e proporcionalidade strictu sensu

CAPÍTULO 3
A JUSTIÇA ELEITORAL COMO LOCUS INSTITUCIONAL DE DEFESA DA DEMOCRACIA
3.1 A reação ao risco antidemocrático por meio da repressão de comportamentos antidemocráticos dos players eleitorais
3.1.1 O cancelamento do registro de partidos antidemocráticos
3.1.2 A exclusão político-eleitoral de agentes antidemocráticos.
3.2 Percursos da Justiça Eleitoral na internet: manipulação e desinformação no debate virtual e seus riscos à democracia
3.2.1 A manipulação algorítmica e a desigualdade no ambiente informacional
3.2.2 O combate à desinformação no espaço virtual
3.3 Riscos e possibilidades: punitivismo, judicialização da política e a imunização da democracia pela realização dos compromissos constitucionais de 1988

Conclusão
Referências Bibliográficas
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