Até que ponto a busca por celeridade e eficiência no ambiente digital pode redefinir as fronteiras entre os Poderes da República sem sacrificar a legalidade estrita? Com a promulgação da Lei do SERP (Lei n.º 14.382/2022) e a consolidação do ecossistema cartorário digital, o Poder Judiciário – impulsionado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelas Corregedorias – assumiu uma postura regulatória atípica, autônoma e profundamente inovadora no Sistema Extrajudicial de Justiça. Embora as práticas de ativismo administrativo do Judiciário sejam ainda pouco exploradas pela literatura acadêmica, contam com contribuições referenciais. Se por um lado Ricardo Dip abordou o tema sob a ótica notarial e registral clássica e José Henrique Kaster Franco o fez na esfera processual penal, o caráter inédito e original da obra de Salomão Saraiva de Morais reside na sistematização original desse fenômeno a partir do ecossistema cartorário digital a partir do advento da Lei do SERP (Lei n.º 14.382/2022), conhecendo de seus pressupostos e lógicas operativas. Ao articular o neoconstitucionalismo, a teoria sociológica dos sistemas autopoiéticos (Luhmann e Teubner) e a Digital Era Governance, o autor formula a categoria das “normas judiciais primárias”, compreendido como atos infralegais expedidos pelo Poder Judiciário, em especial pela Corregedoria Nacional de Justiça (CN/CNJ) com eficácia material de lei ordinária.
Editora: Editora Thoth
Categorias: Direito Digital

Tags:

#Ativismo Judicial-Administrativo, #Cartórios Digitais, #Serviços Extrajudiciais

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ISBN: 978-65-5113-803-4

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 284

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: 03/11/2026

Até que ponto a busca por celeridade e eficiência no ambiente digital pode redefinir as fronteiras entre os Poderes da República sem sacrificar a legalidade estrita? Com a promulgação da Lei do SERP (Lei n.º 14.382/2022) e a consolidação do ecossistema cartorário digital, o Poder Judiciário – impulsionado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelas Corregedorias – assumiu uma postura regulatória atípica, autônoma e profundamente inovadora no Sistema Extrajudicial de Justiça. Embora as práticas de ativismo administrativo do Judiciário sejam ainda pouco exploradas pela literatura acadêmica, contam com contribuições referenciais. Se por um lado Ricardo Dip abordou o tema sob a ótica notarial e registral clássica e José Henrique Kaster Franco o fez na esfera processual penal, o caráter inédito e original da obra de Salomão Saraiva de Morais reside na sistematização original desse fenômeno a partir do ecossistema cartorário digital a partir do advento da Lei do SERP (Lei n.º 14.382/2022), conhecendo de seus pressupostos e lógicas operativas. Ao articular o neoconstitucionalismo, a teoria sociológica dos sistemas autopoiéticos (Luhmann e Teubner) e a Digital Era Governance, o autor formula a categoria das “normas judiciais primárias”, compreendido como atos infralegais expedidos pelo Poder Judiciário, em especial pela Corregedoria Nacional de Justiça (CN/CNJ) com eficácia material de lei ordinária.
Sobre o Autor
Agradecimentos
Apresentação
Prefácio
Lista de Abreviaturas
Introdução

CAPÍTULO 1
ATIVISMO JUDICIÁRIO
1.1 Ativismo Judicial
1.2 Ativismo Judicial-Administrativo
1.2.1 Conceito e Abrangência
1.2.2 Normas Judiciais Primárias

CAPÍTULO 2
PRESSUPOSTOS DO ATIVISMO JUDICIAL-ADMINISTRATIVO
2.1 Pressuposto Filosófico: Neoconstitucionalismo
2.1.1 Força Normativa Primária dos Atos Normativos da Corregedoria
2.1.2 Abertura Semântica do Texto Constitucional
2.1.3 Teoria dos Poderes Implícitos
2.2 Pressuposto Histórico: Desburocratização do Poder Judiciário
2.2.1 Notas Técnicas do World Bank Group
2.2.2 Emenda Constitucional n.º 45, de 30 de dezembro de 2004
2.2.3 Pactos Republicanos
2.3 Pressuposto Tecnológico-Administrativo: Transformação Digital na Administração Judiciária
2.3.1 A Pandemia Global como Catalisador da Transformação Digital do Extrajudicial
2.3.2 Integração da Transformação Digital na Dinâmica do Sistema Extrajudicial de Justiça

CAPÍTULO 3
SISTEMA ELETRÔNICO DE REGISTROS PÚBLICOS (SERP)
3.1 Dinâmica do Sistema de Registros Públicos no Brasil
3.1.1 Delegação das Serventias Extrajudiciais
3.1.2 O Judiciário como Poder Público Delegante
3.2 Poder Normativo do Judiciário no âmbito do SERP
3.2.1 Poder Normativo do CNJ
3.2.2 Poder Normativo do COGEX-TJMA
3.2.3 Cláusulas Abertas Expansivas da Competência da CN/CNJ pela Lei do SERP
3.3 Plataformas Digitais e Dinâmica do SERP
3.4 Operabilidade do SERP

Conclusão
Referências
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