O reconhecimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, da possibilidade de multiparentalidade entre avós e netos convoca o jurista a enfrentar a seguinte questão: como compatibilizar a sobreposição de vínculos parentais entre gerações distintas com a estrutura geracional que organiza o parentesco no Direito Civil brasileiro? Esse reconhecimento fundamenta-se no precedente fixado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 622, que admitiu a coexistência entre filiação biológica e socioafetiva. A obra revisita criticamente esse precedente e questiona se a Corte, de fato, chegou a reconhecer a multiparentalidade ou se a tese comporta uma leitura mais restrita, ainda não abordada pela doutrina e pela jurisprudência. Nesta obra, demonstra-se a ausência de critérios legais e jurisprudenciais para o reconhecimento da multiparentalidade vertical e sua incompatibilidade sistêmica com o ordenamento jurídico. O texto analisa criticamente a vedação legal à adoção por ascendentes e os princípios da igualdade e da autonomia familiar, examinando os impactos da multiparentalidade avoenga no Direito de Família para, em seguida, investigar suas repercussões no Direito das Sucessões — com destaque para a distorção da ordem de vocação hereditária e a fragilização da legítima dos herdeiros necessários.
Editora: Editora Thoth
Categorias: Direito Civil

Tags:

#Filiação socioafetiva, #Multiparentalidade, #Reconhecimento de parentalidade

Autores:

Comentários
  • Este arquivo ainda não possui nenhum comentário... seja o primeiro a comentar!
Avaliações
  • Este arquivo ainda não possui nenhuma avaliação... seja o primeiro a avaliar!

ISBN: 978-65-5113-778-5

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 109

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: 22/10/2026

O reconhecimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, da possibilidade de multiparentalidade entre avós e netos convoca o jurista a enfrentar a seguinte questão: como compatibilizar a sobreposição de vínculos parentais entre gerações distintas com a estrutura geracional que organiza o parentesco no Direito Civil brasileiro? Esse reconhecimento fundamenta-se no precedente fixado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 622, que admitiu a coexistência entre filiação biológica e socioafetiva. A obra revisita criticamente esse precedente e questiona se a Corte, de fato, chegou a reconhecer a multiparentalidade ou se a tese comporta uma leitura mais restrita, ainda não abordada pela doutrina e pela jurisprudência. Nesta obra, demonstra-se a ausência de critérios legais e jurisprudenciais para o reconhecimento da multiparentalidade vertical e sua incompatibilidade sistêmica com o ordenamento jurídico. O texto analisa criticamente a vedação legal à adoção por ascendentes e os princípios da igualdade e da autonomia familiar, examinando os impactos da multiparentalidade avoenga no Direito de Família para, em seguida, investigar suas repercussões no Direito das Sucessões — com destaque para a distorção da ordem de vocação hereditária e a fragilização da legítima dos herdeiros necessários.
Sobre o Autor
Prefácio
Introdução

CAPÍTULO 1
A MULTIPARENTALIDADE NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO
1.1 A construção da multiparentalidade na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
1.1.1 Síntese fática e processual do caso paradigma
1.1.2 Análise crítica: inadequações metodológicas, omissões e a Tese 622
1.2 O reconhecimento da multiparentalidade em linha reta pelo Superior Tribunal de Justiça
1.2.1 Síntese fática e processual do caso
1.2.2 A distinção entre a adoção e a filiação socioafetiva desenvolvida no contexto da decisão

CAPÍTULO 2
O PARENTESCO E A FILIAÇÃO NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO
2.1 O parentesco e a filiação no Código Civil de 2002
2.2 A filiação socioafetiva
2.2.1 O reconhecimento extrajudicial da filiação socioafetiva e da multiparentalidade extrajudicial
2.3 Filiação biológica e sociofetiva sob a ótica do princípio da igualdade

CAPÍTULO 3
A INCOMPATIBILIDADE SISTÊMICA DO RECONHECIMENTO DA MULTIPARENTALIDADE ENTRE AVÓS E NETOS NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO: IMPACTOS NO DIREITO DE FAMÍLIA E NO DIREITO DAS SUCESSÕES
3.1 A vedação legal à adoção por ascendentes e a multiparentalidade avoenga
3.2 Inconstitucionalidade da multiparentalidade vertical: igualdade e autonomia familiar
3.3 Incompatibilidades sistêmicas no Direito de Família e no Direito das Sucessões
3.3.1 A ruptura da titularidade exclusiva do poder familiar e a perda de sua funcionalidade protetiva
3.3.2 A indeterminação da guarda na multiparentalidade vertical
3.3.3 A supressão da regra da subsidiariedade da obrigação alimentar e a subversão da responsabilidade alimentar
3.3.4 A extensão artificial das hipóteses de impedimentos matrimoniais e a desorganização do sistema de parentesco
3.3.5 A distorção da ordem de vocação hereditária pela sobreposição de vínculos parentais e a fragilização da legítima dos herdeiros necessários
3.4 A igualdade entre os filhos como limite constitucional à multiparentalidade avoenga

Conclusão
Referências
  • Este arquivo ainda não possui nenhum comentário... seja o primeiro a comentar!

Você também pode gostar:

Direito autoral e o conteúdo gerado pelo usuário: a relação simbiótica no ecossistema digital . R$ 83,00
O NEXO DE IMPUTAÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL NA PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS . R$ 59,00
Direito Autoral e Plataformas de Música: do ITunes ao Streaming . R$ 87,00
Planejamento sucessório: Família-empresa e o patto di famiglia . R$ 83,00
RELACIONAMENTO CONJUGAL QUAIS COMPORTAMENTOS SÃO IMPORTANTES? R$ 49,90
Ética, Sabedoria e Justiça : Homenagem aos 10 anos do Ministro Luiz Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal . R$ 112,00
CONSEQUENCIALISMO JURÍDICO fundamento e limites R$ 40,20
Uma Teoria da Justiça: Pressupostos para o Juspolítico Contemporâneo . R$ 71,00