A desapropriação é um ato de soberania interna sujeito ao controle jurisdicional, por meio do qual o Estado retira, coativamente, de alguma pessoa física ou jurídica, por motivos de necessidade ou utilidade pública ou de interesse social, mediante pagamento de uma indenização, o direito de propriedade ou de posse sobre determinado bem de qualquer natureza, em proveito do próprio Estado ou, indiretamente, de terceiros. Essa conceituação busca sanar divergências doutrinárias acerca de elementos fundamentais da desapropriação, a saber: o objeto da desapropriação (o que se desapropria?); e a necessariedade da aquisição originária estatal desse objeto. O estudo dos elementos materiais da desapropriação, bem como das espécies presentes no ordenamento jurídico brasileiro, possibilita a identificação das finalidades para as quais o instituto foi criado, ou seja, da razão de ser do instituto. E, partindo da ideia de processo como instrumento realizador dessas finalidades — quer dizer, como instrumento realizador de resultados preestabelecidos no direito material —, o livro busca compreender a técnica cognitiva desenhada pelo legislador, sobretudo no Decreto-lei nº 3.365/1941, para auxiliar no seu alcance. O livro é dividido em duas partes temáticas: a primeira trata justamente dos mencionados aspectos materiais da desapropriação, enquanto a segunda cuida dos temas processuais, abordando as potenciais virtudes, as lacunas e as repercussões processuais externas da técnica cognitiva desenhada pelo legislador, além das estabilidades processuais dela decorrentes.
Editora: Editora Thoth
Categorias: Direito Processual Civil

Tags:

#Ato administrativo, #Desapropriação, #Direitos Reais

Autores:

Comentários
  • Este arquivo ainda não possui nenhum comentário... seja o primeiro a comentar!
Avaliações
  • Este arquivo ainda não possui nenhuma avaliação... seja o primeiro a avaliar!

ISBN: 978-65-5113-771-6

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 308

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: 24/09/2026

A desapropriação é um ato de soberania interna sujeito ao controle jurisdicional, por meio do qual o Estado retira, coativamente, de alguma pessoa física ou jurídica, por motivos de necessidade ou utilidade pública ou de interesse social, mediante pagamento de uma indenização, o direito de propriedade ou de posse sobre determinado bem de qualquer natureza, em proveito do próprio Estado ou, indiretamente, de terceiros. Essa conceituação busca sanar divergências doutrinárias acerca de elementos fundamentais da desapropriação, a saber: o objeto da desapropriação (o que se desapropria?); e a necessariedade da aquisição originária estatal desse objeto. O estudo dos elementos materiais da desapropriação, bem como das espécies presentes no ordenamento jurídico brasileiro, possibilita a identificação das finalidades para as quais o instituto foi criado, ou seja, da razão de ser do instituto. E, partindo da ideia de processo como instrumento realizador dessas finalidades — quer dizer, como instrumento realizador de resultados preestabelecidos no direito material —, o livro busca compreender a técnica cognitiva desenhada pelo legislador, sobretudo no Decreto-lei nº 3.365/1941, para auxiliar no seu alcance. O livro é dividido em duas partes temáticas: a primeira trata justamente dos mencionados aspectos materiais da desapropriação, enquanto a segunda cuida dos temas processuais, abordando as potenciais virtudes, as lacunas e as repercussões processuais externas da técnica cognitiva desenhada pelo legislador, além das estabilidades processuais dela decorrentes.
Sobre o Autor
Nota do autor e Agradecimentos
Apresentação à 1ª Edição
Apresentação à 2ª Edição
Prefácio
Lista de Abreviaturas
Introdução

CAPÍTULO 1
MÉTODOS E MATERIAIS
1.1 O direito material como produto histórico dotado de conteúdo ético normatizado
1.2 O direito processual como instrumento de trabalho

CAPÍTULO 2
A DESAPROPRIAÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A PROPRIEDADE E COM A POSSE
2.1 Posse e propriedade: apropriação de bens numa comunidade juridicamente organizada
2.1.1 Posse: Do fato social ao direito objetivo
2.1.2 Propriedade: Abstração jurídica voltada ao acúmulo de riqueza e viabilizada por intervenção estatal
2.2 A desapropriação como ato de soberania interna sujeito ao controle jurisdicional
2.2.1 Noções de Estado e de soberania
2.2.2 Controle jurisdicional do decreto expropriatório
2.2.2.1 Superproteção constitucional da pequena e média propriedade rural
2.2.3 Desapropriação por utilidade pública
2.2.4 Desapropriação por interesse social
2.3 Desapropriação e seus elementos fundamentais: um meio de extinção e de aquisição originária do direito de propriedade
2.3.1 A pretensão indenizatória por desapropriação indireta
2.3.2 Desapropriação da posse
2.3.3 O caso da enfiteuse dos terrenos de marinha
2.4 Desapropriação de bens da Administração indireta e tensões federativas
2.5 O fim da natureza real da retrocessão?
2.6 Medidas administrativas prévias à desapropriação e competência legislativa
2.7 Taking land around the world: brevíssima incursão na doutrina estrangeira

CAPÍTULO 3
DESAPROPRIAÇÃO DE TITULARIDADES: IMPACTO SOBRE OUTROS DIREITOS REAIS
3.1 Extinção do direito real de superfície
3.1.1 A questão da participação do superficiário no processo de desapropriação
3.2 Extinção do direito real de usufruto
3.3 Extinção do direito real de laje
3.4 Extinção de direitos reais de garantia: penhor, hipoteca e anticrese

CAPÍTULO 4
TÉCNICA COGNITIVA DA DESAPROPRIAÇÃO
4.1 Técnica cognitiva como método de criação de procedimentos especiais
4.2 Objeto de cognição, objeto do processo, objeto de julgamento e objeto da coisa julgada
4.3 Limitação cognitiva do processo de desapropriação e seu reflexo sobre o objeto do processo e o objeto do julgamento
4.4 Consignação do preço em caso de dúvida fundada sobre o domínio e cognição ad actum
4.5 O problema do § 4º do art. 34-A do Decreto-lei nº 3.365/1941
4.6 A pertinência da limitação cognitiva sob a perspectiva da teoria dos procedimentos especiais
4.7 Relação entre a ação de desapropriação e a ação impugnativa do decreto expropriatório: prejudicialidade ou preliminaridade externa?

CAPÍTULO 5
ESTABILIDADES PROCESSUAIS NO PROCESSO JUDICIAL DE DESAPROPRIAÇÃO
5.1 Estabilidades processuais como gênero
5.2 Coisa julgada e outras estabilidades no processo de desapropriação
5.2.1 Estabilidade da cognição que precede a autorização ou não de levantamento do preço: efeito negativo do contraditório-influência, ou preclusão lógica extraprocessual
5.3 Repercussão jurisprudencial das estabilidades no processo de desapropriação

Conclusão
Referências
  • Este arquivo ainda não possui nenhum comentário... seja o primeiro a comentar!

Você também pode gostar:

Direito Municipal: Teoria e Prática - Vol.2 . R$ 113,00
Produção Antecipada da Prova Procedimento Adequado para a Máxima Eficácia e Estabilidade R$ 71,00
Normas Processuais da Bíblia: Uma Compilação Completa das Regras de Julgamento e Processo . R$ 80,00
Legal consequentialism and decision-making process: prognostic argumentation in civil litigation and structural process . R$ 90,00
Processos nos Tribunais Superiores . R$ 70,00
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E COMMERCIAL DO ESTADO DO CEARÁ Lei n. 1.152, de 30 de dezembro de 1921, com as alterações constantes da Lei n. 2.420, de 16 de outubro de 1926. Texto legal e breves apontamentos históricos. R$ 52,00
INSTITUIÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL . R$ 112,00
A Inteligência Artificial como Instrumento de Gestão de Processo nas Cortes Superiores Limites e Possibilidades do Acesso à Justiça no STJ R$ 68,00