O presente livro visa a apresentar e discutir o Caso Alyne Pimentel x Brasil. Trata-se do primeiro caso em que o Brasil foi levado ao Sistema Global de Proteção aos Direitos Humanos e responsabilizado. O caso discute o tratamento de saúde e a morte de Alyne da Silva Pimentel Teixeira, mulher negra, moradora da periferia que, em 2002, grávida, não recebeu o tratamento de saúde digno e adequado e, após uma sucessão de erros, veio a óbito. O Brasil foi representado perante o Comitê CEDAW, órgão de proteção dos Direitos Humanos das Mulheres, em 2007, após anos de morosidade junto ao Poder Judiciário Interno. Em 2011, o Brasil foi considerado responsável pela morte de Alyne. O que o caso nos conta é que a morte materna é violação de Direitos Humanos e não deve ser vista como falha isolada. Mas o caso Alyne x Brasil também demonstra que ser mulher e negra no Estado brasileiro aumenta o risco de morte em diversas circunstâncias, inclusive durante a gestação. Assim, com a perspectiva da interseccionalidade e partindo de um referencial teórico feminista, o presente livro parte da teoria do direito à saúde, dos direitos reprodutivos e do direito da antidiscriminação para tentar compreender em que medida o caso Alyne Pimentel impactou as políticas públicas de saúde materna no Brasil.
Editora: Editora Thoth
Categorias: Direito Constitucional , Direitos Humanos

Tags:

#.Direito à saúde, #Direitos Humanos das Mulheres

Autores:

Comentários
  • Este arquivo ainda não possui nenhum comentário... seja o primeiro a comentar!
Avaliações
  • Este arquivo ainda não possui nenhuma avaliação... seja o primeiro a avaliar!

ISBN: 978-65-5959-621-8

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 153

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: Outubro/2023

O presente livro visa a apresentar e discutir o Caso Alyne Pimentel x Brasil. Trata-se do primeiro caso em que o Brasil foi levado ao Sistema Global de Proteção aos Direitos Humanos e responsabilizado. O caso discute o tratamento de saúde e a morte de Alyne da Silva Pimentel Teixeira, mulher negra, moradora da periferia que, em 2002, grávida, não recebeu o tratamento de saúde digno e adequado e, após uma sucessão de erros, veio a óbito. O Brasil foi representado perante o Comitê CEDAW, órgão de proteção dos Direitos Humanos das Mulheres, em 2007, após anos de morosidade junto ao Poder Judiciário Interno. Em 2011, o Brasil foi considerado responsável pela morte de Alyne.
O que o caso nos conta é que a morte materna é violação de Direitos Humanos e não deve ser vista como falha isolada. Mas o caso Alyne x Brasil também demonstra que ser mulher e negra no Estado brasileiro aumenta o risco de morte em diversas circunstâncias, inclusive durante a gestação. Assim, com a perspectiva da interseccionalidade e partindo de um referencial teórico feminista, o presente livro parte da teoria do direito à saúde, dos direitos reprodutivos e do direito da antidiscriminação para tentar compreender em que medida o caso Alyne Pimentel impactou as políticas públicas de saúde materna no Brasil.
SOBRE A AUTORA
AGRADECIMENTOS
PREFÁCIO
ABREVIATURAS E SIGLAS

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1
BASES TEÓRICAS PARA O ESTUDO DO CASO ALYNE DA SILVA PIMENTEL TEIXEIRA
1.1 Direito à Saúde como Direito Humano das Mulheres
1.2 Direitos Reprodutivos como Direitos Humanos das Mulheres
1.3 Direito da Antidiscriminação, a Discriminação na Saúde e os Direitos Humanos das Mulheres

CAPÍTULO 2
ESTUDO DO CASO ALYNE DA SILVA PIMENTEL TEIXEIRA
2.1 A Maternidade Segura, a Morte Materna Evitável e as Políticas Brasileiras de Proteção da Maternidade
2.2 O Caso Alyne da Silva Pimentel Teixeira v. Brasil levado ao Comitê CEDAW e a Decisão Prolatada

CONSIDERAÇÕES FINAIS
BIBLIOGRAFIA
  • Este arquivo ainda não possui nenhum comentário... seja o primeiro a comentar!

Você também pode gostar:

Transconstitucionalismo no Direito à Saúde Uma Observação a Partir do Sistema Interamericano de Direitos Humanos R$ 59,00
Bioética Global: Utopia e Distopia . R$ 94,00
Deveres Fundamentais na Constituição Brasileira: Estudos em Homenagem ao Professor José Casalta Nabais . R$ 84,00
I CONGRESSO CRIM/UFMG - Interseccionalidade e Feminismos . Gratuito
REDE DE PROTEÇÃO A POLÍCIA MILITAR JUNTO ÀS REDES DE PROTEÇÃO AOS GRUPOS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL R$ 52,00
Racismo estrutural e institucional no Brasil: a ausência de negros(as) no Judiciário, Ministério Público e Carreiras de Estado, como violação do princípio da igualdade previsto na Constituição Federal de 1988 . R$ 74,00
INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS . R$ 56,00
DIREITO FUNDAMENTAL DE REUNIÃO E MANIFESTAÇÕES POPULARES RESTRIÇÕES LEGAIS: POSSIBILIDADES E PARÂMETROS R$ 61,00