O livro de Eliane, ao nos mostrar outras vivências do ler e do escrever, nos ajuda a complexificar as relações entre mulheres negras e culturas do escrito, ao longo da história. Ajuda-nos, ainda, a compreender que, mesmo sendo mulheres pertencentes aos meios populares, as relações com a leitura e a escrita nem sempre estavam orientadas por usos pragmáticos, mas em muitos casos pela estética e pela fruição, o que também complexifica o que determinados trabalhos acadêmicos tendem a afirmar. [...].
Editora: EDITORA CRV
Categorias: Educação

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#Alfebetização, #Escrita, #Leitura

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ISBN: 978-65-251-2147-5

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 210

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: Editora CRV

O livro de Eliane, ao nos mostrar outras vivências do ler e do escrever, nos ajuda a complexificar as relações entre mulheres negras e culturas do escrito, ao longo da história. Ajuda-nos, ainda, a compreender que, mesmo sendo mulheres pertencentes aos meios populares, as relações com a leitura e a escrita nem sempre estavam orientadas por usos pragmáticos, mas em muitos casos pela estética e pela fruição, o que também complexifica o que determinados trabalhos acadêmicos tendem a afirmar. [...].

O livro nos convida não apenas a complexificar o passado, mas nos fornece novas ferramentas para repensar o presente, quando muitas dessas mulheres continuam sem acesso à leitura, à escrita e à escolarização. O presente em que estamos mergulhadas(os) nos convoca a construir narrativas acerca dessas vidas, se quisermos transformar a pesquisa também em um ato de resistência. O conhecimento e a ciência podem e devem se transformar em lugares do resistir e do esperançar, para usar as palavras de Paulo Freire, talvez o primeiro autor brasileiro - quiçá, do mundo ocidental – que, a um só tempo, reconheceu o analfabeto como produtor de cultura e como um ser expropriado do direito de aprender a ler e a escrever. (Prefácio. Ana Maria de Oliveira Galvão/UFMG).
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