Dom Casmurro é o primeiro livro da Coleção da Editora Thoth “Literatura para Juristas”, além de ser o primeiro, a partir da releitura dele nasceu a ideia de fazer a presente coleção. Face à grande importância da obra para a literatura brasileira, não poderia ser diferente, além, é claro, de por meio dela ser possível apresentar diversas considerações sobre o Direito, ou melhor, do ordenamento jurídico. O conteúdo literário de Dom Casmurro é rico, e não por menos é um dos principais livros da Literatura Brasileira. Mas para além disso, a partir do enredo, podemos explicar diversos assuntos importantes do ordenamento jurídico, não apenas brasileiro, mas de qualquer ordenamento minimamente justo. (...) O mistério do livro reside, portanto, na suposta traição de Capitu. Teria ou não traído Capitu ao marido? Uma leitura do texto sem qualquer análise interpretativa (se isso fosse possível) poderia trazer a conclusão que sim, Capitu teria traído Bentinho. Essa é, inclusive, a narrativa do autor com suas supostas provas. Mas aqui reside a emboscada criada por Machado de Assis, o leitor precisa ficar atento. (...) Nesse ponto, é construído o grande mistério do livro e, também, reside o brilhantismo de Machado de Assis, pois quem conta a história é o próprio narrador, que vivenciou os fatos e tenta naturalmente convencer o leitor de seu ponto de vista. Não é aqui um terceiro que narra a história, como se testemunha fosse e sem pretensão de criar convencimento, há sim um depoimento pessoal, é uma história contada pela própria parte do processo (se processo judicial fosse, seria um processo escrito e instruído apenas pela própria parte). Poderia ter Capitu traído Bentinho sim. Para o leitor que adiante pretende ler ou reler o livro, é possível tirar suas considerações, e deve sim tirar suas conclusões – aí reside a magia da literatura (não iremos aqui fazer essa defesa positiva ou negativa do fato). Porém e por fim, poderia o julgador criar a partir apenas do conteúdo da obra uma condenação justa nos aspectos jurídicos?
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#Dom Casmurro, #Literatura, #Literatura para juristas, #Machado de Assis

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  • Bom livro de literatura.

    10/01/2022  

ISBN: 978-65-86300-82-6

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 358

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: Março/2021

Dom Casmurro é o primeiro livro da Coleção da Editora Thoth “Literatura para Juristas”, além de ser o primeiro, a partir da releitura dele nasceu a ideia de fazer a presente coleção. Face à grande importância da obra para a literatura brasileira, não poderia ser diferente, além, é claro, de por meio dela ser possível apresentar diversas considerações sobre o Direito, ou melhor, do ordenamento jurídico.

O conteúdo literário de Dom Casmurro é rico, e não por menos é um dos principais livros da Literatura Brasileira. Mas para além disso, a partir do enredo, podemos explicar diversos assuntos importantes do ordenamento jurídico, não apenas brasileiro, mas de qualquer ordenamento minimamente justo. (...)

O mistério do livro reside, portanto, na suposta traição de Capitu. Teria ou não traído Capitu ao marido? Uma leitura do texto sem qualquer análise interpretativa (se isso fosse possível) poderia trazer a conclusão que sim, Capitu teria traído Bentinho. Essa é, inclusive, a narrativa do autor com suas supostas provas. Mas aqui reside a emboscada criada por Machado de Assis, o leitor precisa ficar atento. (...)

Nesse ponto, é construído o grande mistério do livro e, também, reside o brilhantismo de Machado de Assis, pois quem conta a história é o próprio narrador, que vivenciou os fatos e tenta naturalmente convencer o leitor de seu ponto de vista. Não é aqui um terceiro que narra a história, como se testemunha fosse e sem pretensão de criar convencimento, há sim um depoimento pessoal, é uma história contada pela própria parte do processo (se processo judicial fosse, seria um processo escrito e instruído apenas pela própria parte).

Poderia ter Capitu traído Bentinho sim. Para o leitor que adiante pretende ler ou reler o livro, é possível tirar suas considerações, e deve sim tirar suas conclusões – aí reside a magia da literatura (não iremos aqui fazer essa defesa positiva ou negativa do fato). Porém e por fim, poderia o julgador criar a partir apenas do conteúdo da obra uma condenação justa nos aspectos jurídicos?
SOBRE OS ORGANIZADORES
APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO
APRESENTAÇÃO DA OBRA

CAPÍTULO PRIMEIRO
DO TÍTULO

CAPÍTULO II
DO LIVRO

CAPÍTULO III
A DENÚNCIA

CAPÍTULO IV
UM DEVER AMARÍSSIMO!

CAPÍTULO V
O AGREGADO

CAPÍTULO VI
TIO COSME

CAPÍTULO VII
D. GLÓRIA

CAPÍTULO VIII
É TEMPO

CAPÍTULO IX
A ÓPERA

CAPÍTULO X
ACEITO A TEORIA

CAPÍTULO XI
A PROMESSA

CAPÍTULO XII
NA VARANDA

CAPÍTULO XIII
CAPITU

CAPÍTULO XIV
A INSCRIÇÃO

CAPÍTULO XV
OUTRA VOZ REPENTINA

CAPÍTULO XVI
O ADMINISTRADOR INTERINO

CAPÍTULO XVII
OS VERMES

CAPÍTULO XVIII
UM PLANO

CAPÍTULO XIX
SEM FALTA

CAPÍTULO XX
MIL PADRE-NOSSOS E MIL AVE-MARIAS

CAPÍTULO XXI
PRIMA JUSTINA

CAPÍTULO XXII
SENSAÇÕES ALHEIAS

CAPÍTULO XXIII
PRAZO DADO

CAPÍTULO XXIV
DE MÃE E DE SERVO

CAPÍTULO XXV
NO PASSEIO PÚBLICO

CAPÍTULO XXVI
AS LEIS SÃO BELAS

CAPÍTULO XXVII
AO PORTÃO

CAPÍTULO XXVIII
NA RUA

CAPÍTULO XXIX
O IMPERADOR

CAPÍTULO XXX
O SANTÍSSIMO

CAPÍTULO XXXI
AS CURIOSIDADES DE CAPITU

CAPÍTULO XXXII
OLHOS DE RESSACA

CAPÍTULO XXXIII
O PENTEADO

CAPÍTULO XXXIV
SOU HOMEM!

CAPÍTULO XXXV
O PROTONOTÁRIO APOSTÓLICO

CAPÍTULO XXXVI
IDÉIA SEM PERNAS E IDÉIA SEM BRAÇOS

CAPÍTULO XXXVII
A ALMA É CHEIA DE MISTÉRIOS

CAPÍTULO XXXVIII
QUE SUSTO, MEU DEUS!

CAPÍTULO XXXIX
A VOCAÇÃO

CAPÍTULO XL
UMA ÉGUA

CAPÍTULO XLI
A AUDIÊNCIA SECRETA

CAPÍTULO XLII
CAPITU REFLETINDO

CAPÍTULO XLIII
VOCÊ TEM MEDO?

CAPÍTULO XLIV
O PRIMEIRO FILHO

CAPÍTULO XLV
ABANE A CABEÇA, LEITOR

CAPÍTULO XLVI
AS PAZES

CAPÍTULO XLVII
“A SENHORA SAIU”

CAPÍTULO XLVIII
JURAMENTO DO POÇO

CAPÍTULO XLIX
UMA VELA AOS SÁBADOS

CAPÍTULO L
UM MEIO-TERMO

CAPÍTULO LI
ENTRE LUZ E FUSCO

CAPÍTULO LII
O VELHO PÁDUA

CAPÍTULO LIII
A CAMINHO!

CAPÍTULO LIV
PANEGÍRICO DE SANTA MÔNICA

CAPÍTULO LV
UM SONETO

CAPÍTULO LVI
UM SEMINARISTA

CAPÍTULO LVII
DE PREPARAÇÃO

CAPÍTULO LVIII
O TRATADO

CAPÍTULO LIX
CONVIVAS DE BOA MEMÓRIA

CAPÍTULO LX
QUERIDO OPÚSCULO

CAPÍTULO LXI
A VACA DE HOMERO

CAPÍTULO LXII
UMA PONTA DE IAGO

CAPÍTULO LXIII
METADES DE UM SONHO

CAPÍTULO LXIV
UMA IDÉIA E UM ESCRÚPULO

CAPÍTULO LXV
A DISSIMULAÇÃO

CAPÍTULO LXVI
INTIMIDADE

CAPÍTULO LXVII
UM PECADO

CAPÍTULO LXVIII
ADIEMOS A VIRTUDE

CAPÍTULO LXIX
A MISSA

CAPÍTULO LXX
DEPOIS DA MISSA
CAPÍTULO LXXI
VISITA DE ESCOBAR

CAPÍTULO LXXII
UMA REFORMA DRAMÁTICA

CAPÍTULO LXXIII
O CONTRA-REGRA

CAPÍTULO LXXIV
A PRESILHA

CAPÍTULO LXXV
O DESESPERO

CAPÍTULO LXXVI
EXPLICAÇÃO

CAPÍTULO LXXVII
PRAZER DAS DORES VELHAS

CAPÍTULO LXXVIII
SEGREDO POR SEGREDO

CAPÍTULO LXXIX
VAMOS AO CAPÍTULO

CAPÍTULO LXXX
VENHAMOS AO CAPÍTULO

CAPÍTULO LXXXI
UMA PALAVRA

CAPÍTULO LXXXII
O CANAPÉ

CAPÍTULO LXXXIII
O RETRATO

CAPÍTULO LXXXIV
CHAMADO

CAPÍTULO LXXXV
O DEFUNTO

CAPÍTULO LXXXVI
AMAI, RAPAZES!

CAPÍTULO LXXXVII
A SEGE 235

CAPÍTULO LXXXVIII
UM PRETEXTO HONESTO

CAPÍTULO LXXXIX
A RECUSA

CAPÍTULO XC
A POLÊMICA

CAPÍTULO XCI
ACHADO QUE CONSOLA

CAPÍTULO XCII
O DIABO NÃO É TÃO FEIO COMO SE PINTA

CAPÍTULO XCIII
UM AMIGO POR UM DEFUNTO

CAPÍTULO XCIV
IDÉIAS ARITMÉTICAS

CAPÍTULO XCV
O PAPA

CAPÍTULO XCVI
UM SUBSTITUTO

CAPÍTULO XCVII
A SAÍDA

CAPÍTULO XCVIII
CINCO ANOS

CAPÍTULO XCIX
O FILHO É A CARA DO PAI

CAPÍTULO C
“TU SERÁS FELIZ, BENTINHO”

CAPÍTULO CI
NO CÉU

CAPÍTULO CII
DE CASADA

CAPÍTULO CIII
A FELICIDADE TEM BOA ALMA

CAPÍTULO CIV
AS PIRÂMIDES

CAPÍTULO CV
OS BRAÇOS

CAPÍTULO CVI
DEZ LIBRAS ESTERLINAS

CAPÍTULO CVII
CIÚMES DO MAR

CAPÍTULO CVIII
UM FILHO

CAPÍTULO CIX
UM FILHO ÚNICO

CAPÍTULO CX
RASGOS DA INFÂNCIA

CAPÍTULO CXI
CONTADO DEPRESSA

CAPÍTULO CXII
AS IMITAÇÕES DE EZEQUIEL

CAPÍTULO CXIII
EMBARGOS DE TERCEIRO

CAPÍTULO CXIV
EM QUE SE EXPLICA O EXPLICADO

CAPÍTULO CXV
DÚVIDAS SOBRE DÚVIDAS

CAPÍTULO CXVI
FILHO DO HOMEM

CAPÍTULO CXVII
AMIGOS PRÓXIMOS

CAPÍTULO CXVIII
A MÃO DE SANCHA

CAPÍTULO CXIX
NÃO FAÇA ISSO, QUERIDA!

CAPÍTULO CXX
OS AUTOS

CAPÍTULO CXXI
A CATÁSTROFE

CAPÍTULO CXXII
O ENTERRO

CAPÍTULO CXXIII
OLHOS DE RESSACA

CAPÍTULO CXXIV
O DISCURSO

CAPÍTULO CXXV
UMA COMPARAÇÃO

CAPÍTULO CXXVI
CISMANDO

CAPÍTULO CXXVII
O BARBEIRO

CAPÍTULO CXXVIII
PUNHADO DE SUCESSOS

CAPÍTULO CXXIX
A D. SANCHA

CAPÍTULO CXXX
UM DIA

CAPÍTULO CXXXI
ANTERIOR AO ANTERIOR

CAPÍTULO CXXXII
O DEBUXO E O COLORIDO

CAPÍTULO CXXXIII
UMA IDÉIA

CAPÍTULO CXXXIV
O DIA DE SÁBADO

CAPÍTULO CXXXV
OTELO

CAPÍTULO CXXXVI
A XÍCARA DE CAFÉ

CAPÍTULO CXXXVII
SEGUNDO IMPULSO

CAPÍTULO CXXXVIII
CAPITU QUE ENTRA

CAPÍTULO CXXXIX
A FOTOGRAFIA

CAPÍTULO CXL
VOLTA DA IGREJA

CAPÍTULO CXLI
A SOLUÇÃO

CAPÍTULO CXLII
UMA SANTA

CAPÍTULO CXLIII
O ÚLTIMO SUPERLATIVO

CAPÍTULO CXLIV
UMA PERGUNTA TARDIA

CAPÍTULO CXLV
O REGRESSO

CAPÍTULO CXLVI
NÃO HOUVE LEPRA

CAPÍTULO CXLVII
A EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA

CAPÍTULO CXLVIII
E BEM, E O RESTO?
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