“Eu Acho Graça Para Não Chorar”: Um Estudo sobre Saúde Mental no Trabalho é um livro instigante que nos leva a refletir sobre um conjunto de temas que articulados buscam desvendar a relação que hoje estabelecemos com o trabalho.
Editora: EDITORA CRV
Categorias: Psicologia

Tags:

#Saúde mental no trabalho, Psicodinâmica do trabalho, Pesquisa em psicologia

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ISBN: 978-65-5578-975-1

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 180

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: Editora CRV

“Eu Acho Graça Para Não Chorar”: Um Estudo sobre Saúde Mental no Trabalho é um livro instigante que nos leva a refletir sobre um conjunto de temas que articulados buscam desvendar a relação que hoje estabelecemos com o trabalho.
Seu fio condutor é a premissa de que o trabalho nos mobiliza subjetivamente e pode nos levar ao sofrimento ou ao prazer. Assim, a pesquisadora Ana Carolina Secco de Andrade Melou nos conduz a conhecer o trabalho de operadoras de caixas de supermercado, em sua maioria mulheres, que no seu labor cotidiano se defrontam com um trabalho difícil, que se precariza, submete seus corpos, apropria-se de modos de ser considerados femininos socialmente para facilitar o contato com os(as) clientes(as) e ainda assim é um trabalho que carece de reconhecimento.
Mas, por que acham graça para não chorar? Com escuta própria de seu campo de formação e pesquisa – como psicóloga e pesquisadora em Saúde do Trabalhador, e em especial, à luz da Teoria da Psicodinâmica do Trabalho – a autora apresenta aspectos das condições e organização do trabalho das operadoras de caixas de supermercado que geram sofrimento e as fazem lançar mão de diversas formas de defesa para lidar com este sofrimento. De ambientes quentes e ruidosos, cadeiras inadequadas, esteiras que não deslizam até aos constrangimentos praticados pelas chefias, os embates com os(as) clientes, a pressão e cobrança no trabalho – são muitas as dificuldades enfrentadas com sorrisos e gargalhadas que permitem com que o trabalho aconteça, mas não se modifique.
Contudo, objetivo da autora não é somente descrever detalhadamente o trabalho das operadoras de caixas de supermercado, mas de nos fazer um convite a reflexão sobre a possibilidade de reencantar o trabalho no que há de melhor na sua dimensão humana.
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