As simulações do sentir parecem estar rondando a contemporaneidade e nos impele a diferentes emergências emocionais, dentre elas, a experiência do amor como solução para as nossas angústias frente às contradições e tensões do mundo público. Ao longo da modernidade, fomos sendo convencidos/as de que a vida íntima é o único projeto satisfatório e que a esfera pública é caótica e está permeada por severas ameaças ao Eu.
Editora: EDITORA CRV
Categorias: Psicologia

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#Filosofia, Amor, Gênero, Relacionamento

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ISBN: 978-85-444-2042-3

IDIOMA: Português

NÚMERO DE PÁGINAS: 142

NÚMERO DA EDIÇÃO: 1

DATA DE PUBLICAÇÃO: Editora CRV

As simulações do sentir parecem estar rondando a contemporaneidade e nos impele a diferentes emergências emocionais, dentre elas, a experiência do amor como solução para as nossas angústias frente às contradições e tensões do mundo público. Ao longo da modernidade, fomos sendo convencidos/as de que a vida íntima é o único projeto satisfatório e que a esfera pública é caótica e está permeada por severas ameaças ao Eu. Foi a partir dessas reflexões que o projeto de pesquisa “Amor, gênero e subjetividade de consumo: desafios teóricos para uma vida sem violência” foi gestado e o tema dos afetos articulado com o problema da violência contra mulheres, que marca as relações de poder na perspectiva de gênero e é marcada pelas idealizações do amor herdadas da modernidade. A vida afetiva está atravessada por condições econômicas, políticas e subjetivas, e buscamos, neste livro, reunir as reflexões teóricas tecidas no processo investigativo que buscou explicitar a relação entre as exigências normalizadoras do amor – chamado amor-norma – e as linhas de fuga às modelizações - amor-experiência - que versa sobre uma forma de afeto livre e nômade. Nas sobredeterminações do amor-norma, encontramos o consumo e sua oferta ilimitada de objetos de desejo, que além de ser um dos maiores trunfos do capitalismo em eterna crise, cria a forma de existência paradoxal e, com isso, subjetividades travessadas pelo mesmo paradoxo: a proliferação das ofertas cria a impressão de vivermos nossa vida com liberdade para escolher ao passo que não podemos escolher nossa forma de viver. E essa economia tem também capturado o amor. Nesse conjunto complexo de forças que nos atravessam há, pois, a possibilidade de novos agenciamentos e a escrita deste livro é um convite para jogar o jogo do amor com o mínimo de dominação.
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